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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VINIL, CD E MP3: VIDA E MORTE (João*)

Creio que o CD ainda tem uma longa vida. Já previram sua morte várias vezes, mas ele continua firme, ainda é uma mídia necessária, até para armazenar dados, fazer backup, etc. Não há como descartá-lo ainda.

Também já decretaram a morte do vinil lá no início da década de 80, mas ele ressurgiu e continua existindo, embora seja um luxo para poucos hoje em dia.

Eu esperei ansiosamente o lançamento do CD e nem acreditei quando ouvi pela primeira vez uma música clássica, com aqueles longos silêncios e nenhum, absolutamente nenhum ruído, chiado, nada. Só o silêncio, sem aqueles barulhos tão característicos do vinil ou da fita cassete (esse chiado da fita era insuportável). As novas gerações, que só conheceram a música digital, não sabem o que era ouvir música analógica, com disco empenado, fita que arrebentava, agulha estragada, rotação desregulada, enfim, era um sofrimento. O CD foi uma bênção para quem gostava de música, foi a redenção para quem queria ouvir só a música em estado puro. Parece tão pouco, mas na época era uma coisa incrível. Todas as mídias existentes até então tinham muito ruído. E os discos 78 rpm então? Você, que me lê agora, já chegou a ouvir um? Apenas duas músicas em cada disco, com mais barulho do que música.

Hoje confesso que sou fã mesmo é do mp3. Quando conheci o mp3, tive a mesma sensação de quando conheci o CD. Para mim, foi uma revolução. Eu podia baixar uma música e ouvi-la onde quisesse, gravá-la num CD virgem, enviá-la a um amigo, nem dava para imaginar isso. E de todos os formatos digitais, ainda prefiro o mp3, por várias razões, mas a principal delas é a relação custo/benefício. Formatos como Flac e wav têm melhor qualidade, sem dúvida, mas ocupam muito espaço, são bem mais pesados. Se for para ouvir num iPod, por exemplo, não dá, ficam muito grandes. Para upar e baixar na rede também é um problema: nem todos possuem internet veloz. Para ouvir num celular, gastam-se muitos dados da franquia. Outros formatos, como wma e ogg não vingaram. O formato da Apple é bom, mas fica restrito à iTunes Store. Além disso, um arquivo mp3 ripado em um bom equipamento e originado de uma fonte bem gravada tem uma qualidade de áudio simplesmente excelente. Existe perda, claro, mas ela só é perceptível ao ouvido humano se a pessoa tiver realmente um excelente ouvido e se fizer um teste comparativo com a mídia original em um aparelho de som top de linha, do tipo hi-end, e de preferência com um fone de ouvido de primeiríssima linha. Ou então analisando visualmente num visualizador de espectro. Por tudo isso dá para afirmar que um arquivo mp3 bem ripado satisfaz perfeitamente os ouvidos normais em aparelhos de som normais, nos carros, tocadores portáteis, celulares etc. Acho que não precisa mais do que isso.

Aliás, assim como o CD e o vinil, o mp3 já teve sua morte decretada várias vezes também. Vários formatos já foram criados para substituí-lo, mas nunca conseguiram. Ele segue sendo o mais popular. Talvez o Flac venha a substituí-lo um dia, mas só quando lançarem iPods com 500 GB de capacidade, pelo menos. Espaço ainda é uma coisa importante em tocadores portáteis.

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*João é um amigo, colaborador do blog e um amante da música popular brasileira.



Um comentário:

  1. Mano parabéns,você falou tudo vc entende muito de som, eu gosto muito do mp3 também, pois ele é compatível na maioria dos plays

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