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sábado, 1 de dezembro de 2012

POR QUE NOSSAS RÁDIOS NÃO MAIS TOCAM BOA MÚSICA? (Webston Moura*)



É certo que a internet tem grande força na divulgação e democratização de músicas no mundo inteiro, o que é muito louvável. Hoje, músicos e bandas os mais diversos, e que antes não teriam como divulgar um trabalho mais facilmente, criam sites, disponibilizam perfis, playlists, vídeos, estabelecem fóruns com amigos e empreendedores, movimentam idéias e ações. E tudo isso é bom, inegavelmente, inclusive para os que apenas apreciam ouvir música, como eu. Assim a internet representa uma possibilidade de busca e de troca sem precedentes. Mas aí perguntamos: e aquela outra mídia, o rádio?

Foi sucateada, espremida entre a TV, que atrai milhões em patrocínio, e a internet, que é multifacetada com  seus n-recursos. A quantidade de rádios, desde que a internet surgiu, talvez tenha até se ampliado, sem falar nas webradios. Mas o fato é que, por um descuido levado a cabo como uma política até pelos próprios músicos, o rádio tornou-se obsoleto em sua programação, não conseguiu se reciclar e não toca mais música com as quais possamos gastar um pouco de tempo. Mas, para tanto, contou e conta com a nossa desatenção, com o nosso desprezo, visto que não discutimos o assunto, não nos incomodamos, não reclamamos, nada fazemos, praticamente. Aceitamos o sucatemento do rádio, e pronto.

Ao contrário do que se pensa, mesmo sucateado o rádio representa possibilidade como veículo de formação de gosto musical, além do que ele é, como a TV, concessão pública, tendo, por dever, que cumprir fim social de ajudar no desenvolvimento cultural da sociedade e não apenas funcionar como   agência de publicidade, sub-veículo da televisão, ancoradouro de programa de igreja evangélica de quinta, dentre outras questionáveis funções.

De fato, a internet cria outras conexões entre as pessoas, mas não substitui o rádio em sua força específica. Também não se entenda aqui que a intenção é pôr em choque essas duas maneiras por conta de algum anacronismo em termos de argumento, pois não é isso. Minha pretensão, mesmo que para tanto não use de muitos nem de fortes argumentos, é apenas clarear um pouco nossa visão em relação à função do rádio quanto à música (divulgação e formação de gosto) e em relação à internet, reconhecendo naquela mídia uma história e um poder que ela, em sua essência, ainda tem. Como suposta prova disso bastam umas perguntas: se essas músicas e artistas que o Sérgio Santos divulga neste Brasil de Dentro constassem da programação das nossas rádios, ao menos de parte delas, isso seria ruim? Se ao menos parte das nossas rádios tivesse uma programação educativa nesse sentido, conversando sobre e tocando tais músicas, dentre outras de valor, que tipo de cultura teríamos? Enfim, se figuras como as do tal "sertanejo universitário" e as do "funk pancadão" fazem questão de tocar no rádio, isso não seria porque seus empresários e gravadoras sabem do poder que o rádio tem?

Para finalizar esse breve relato, deixo aos visitantes uma proposta: que se converse sobre isso e que se insista junto às rádios para que toquem tudo o que têm desprezado, desde a música brasileira de raiz até à mais conhecida e também de boa elaboração, abrindo-se aos poucos para o que realmente forma um bom gosto musical. Se não nos indignamos e não fazemos da nossa indignação uma comunicação e uma ação política, a coisa continua como está. Precisamos entender que a complementação dessa revolução da internet em relação à música é exatamente termos um rádio à altura, consciente de sua função educativa, social, com ganho de qualidade. Para bem de músicos, ouvintes e até dos profissionais do mesmo. A grande audiência que bons espaços sobre música têm na internet comprova a existência de um público que ouviria rádio se o mesmo tocasse música de qualidade.

Exijamos das nossas rádios, pois, uma melhor programação em termos musicais!
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Webston Moura é cearense de Morada Nova, mora no município de Russas, no Vale do Jaguaribe, e mantém os blogs Ótima Música, Arcanos Grávidos e O Araibu.
- Fonte da imagem: violinovermelho
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Um comentário:

  1. Webston Moura, concordo plenamente com você, agora restam algumas ressalvas, por exemplo, a mídia empurra o lixão e as pessoas consomem e gostam! Logo, a culpa é principalmente de um povo alienado e desinformado, que não tem senso crítico de distinguir o que é bom e o que é ruim. Como diria um pensador: 'O problema do Brasil é o povo Brasileiro"

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