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domingo, 9 de agosto de 2015

RUI DE CARVALHO

No início da carreira artística integrou o Coral Pró-Arte, dirigido pelo maestro Hans-Joachim Koellreutter. Em 1982 lançou o disco "Enfieira", acompanhado por Paschoal Perrota, Rildo Hora, Jorge Degas, Ruy Quaresma, Luizão Maia, Zeca do Trombone, Chiquinho do Acordeom, José Alves, Tereza Quaresma, entre outros, além das participações especiais de Fátima Flor e do grupo vocal Céu da Boca. No LP interpretou de sua autoria as composições "Canela, coceira e urtiga", "Rio Madeira, Rio Negro", "Já faz muito tempo", além das parcerias "Tempo travesso", "Vento mudo" e "Ângela", as três últimas com o cartunista e letrista Bruno Liberati; "Lenda do Pirajurú" (c/ Augusto Jatobá) e a faixa-título "Enfieira", em parceria com Paulo Levita. No LP também interpretou a música "Varando quintais", de Marciso Pena Carvalho. Neste mesmo ano de 1982 fez lançamentos do LP nos teatros Amazonas, Carlos Gomes e Ipanema, entre outros espaços culturais e casas noturnas do Rio de Janeiro. O LP foi indicado para o prêmio "Chiquinha Gonzaga" na categoria "Melhor Disco do Ano".
No ano de 1992 participou do evento "RIO/92", acompanhado pela banda Radicais Livres. Em 2002 participou do festival "Fábrica do Samba", no qual interpretou três composições de sua autoria: "De bar em bar", "Chorar de rir" e "Assédio virtual". Neste mesmo ano, ao lado de Monarco e Dona Ivone Lara, entre outros, gravou no CD "Samba na UFRJ. Ainda em 2002 interpretou de sua autoria a faixa "De bar em bar", no CD "O Tom do Leblon", produzido por Renato Piau e Alfredo Herkenhoff. O disco, no qual participaram também Luiz Melodia, Jard's Macalé, Dulce Quental, Elza Maria, Dalmo Castello, Renato Piau, Alfredo Karam, Tavinho Paes, Chico Caruso, Arnaldo Brandão, Arthur Poerner e Walter Queiroz, foi lançado em shows no Bar do Tom e na casa de shows Mistura Fina. No ano seguinte, em 2003, lançou o CD "De bar em bar", com arranjos de Reginaldo Ludo, disco no qual interpretou de sua autoria "Amor virtual", "Palhaço da paixão", "Colibri" e o bolero em espanhol "Culpame", as quatro em parceria com Juliano Torres, além de "Lendas do Amazonas" (c/ Mário Adolfo), "O dom de saber" (c/ Ruy Quaresma) e ainda, somente suas, "Chorar de rir", "Eterno beija-flor", "Gavetas", "Muiraquitã" e a faixa-título "De bar em bar". Fez shows de lançamento do CD no Salão Nobre do Tijuca Tênis Clube, no qual contou com a participação especial de Dóris Monteiro. No ano de 2004 montou o espetáculo "Rui de Carvalho canta Noel e João Nogueira" no Espaço Cultural da Lapa. No ano posterior, em 2005, lançou o disco "Não é pecado sambar", no qual contou com a participação de Flávio Pereira no baixo e no violão. No CD interpretou "Tendinha" (Gelcy do Cavaco, Aranha da Flor e Pedrinho da Flor), "Rio em forma de oração" (Gelcy do Cavaco, Aranha da Flor e Waltinho da Ladeira) e "Capricho" (Flávio Pereira e Amaral Maia) e de sua autoria as faixas "Brasileiríssima", "Vamp samba" (c/ Bruno Liberati), "Passando o plug-in", "Samba é no Grajaú", "Enfeitiçado de amor" (c/ Luiz Fernando Mello), "Boa noite Cinderela", "Www ponto G", "Pequeno grande amor", "Chorar de rir" e "Vamp samba", além de regravar "De bar em bar". No ano de 2006 suas composições "Enfieira" (c/ Paulo Levita) e "Lenda do Pirajurú" (c/ Augusto Jatobá) foram incluídas no musical "O Canto das Criaturas", com direção musical de Ronaldo Miragaya e direção cênica de Ciro Barcelos, apresentado nos teatros Villa Lobos e Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Em 2007, interpretando a faixa "Rios do Brasil", de Augusto Jatobá, foi incluído no CD "Caminhos das águas", do qual também participaram Gilberto Gil, Guilherme Arantes, Sá & Guarabyra, Xangai, Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho, Teresa Cristina e Grupo Semente e Márcia Freitas. No ano de 2008 lançou o CD "Noel Rosa por Rui de Carvalho", com a direção musical, arranjos e violão de Flavio Pereira, no qual regravou os clássicos "Feitiço da Vila" (Noel e Vadico), "Não tem tradução" (Noel Rosa), "Gago apaixonado" (Noel Rosa), "Você vai se quiser" (Noel Rosa), "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Três apitos" (Noel Rosa), "Conversa de botequim" (Noel Rosa e Vadico) "Com que roupa" (Noel Rosa), "Feitio de oração" (Noel Rosa e Vadico) e "Fita amarela", também de Noel Rosa. Neste mesmo ano lançou em versão para CD, o LP "Enfieira". Neste mesmo ano o coral Meninos do Colégio São Bento e do Instituto Cultural Tocando em Você, acompanhados pela Orquestra Tocante, se apresentaram nos teatros do BNDES, Forte de Copacabana e Polícia Militar, interpretando sua composição "Enfieira". Ainda em 2008 fez show no Centro Municipal de Referência da Música Carioca. Em 2009 apresentou-se no Bar Plural e no Centro de Memórias do Rio, com Zé Arnaldo Guima e o Grupo Samba na Cabeça. No ano de 2012, acompanhado pelo grupo Eu Canto Samba, fez shows na cidade Engenheiro Paulo de Frontin, no "Festival Café, Cachaça e Chorinho" e no Clube Bradesco. Neste mesmo ano, ao lado de Euclides Amaral, Marcos Quintanilha e Rose Maia, entre outros, foi um dos convidados de Reizilan, para o show de lançamento do disco "Desde criança sou Mangueira", no Teatro Sesi-Centro e no palco do Centro Cultural Carioca. Ainda em 2012 fez temporada no Bar Le Petit, na Praça da Bandeira. Acompanhado pelo grupo Eu Canto Samba, integrado por André Penna (violão de sete cordas), Walter Jr. (percussão e gaita), Almir Bacana (percussão) e Waguinho Fonseca (cavaquinho) toda semana recebia diversos convidados, entre os quais Zezé Motta, Jocafi, Roberto Stepheson (saxofonista), Heloísa Helena (cantora), Euclides Amaral (poeta), Lucinha Arruda (cantora) e Silvia Ferraz (poeta), entre outros. Neste mesmo ano, com o grupo Eu Canto Samba, fez show no Centro Integrado de Artes (Art Plural), no Morro da Conceição, centro histórico do Rio de Janeiro, no qual recebeu como convidado especial o cantor e violonista Zé Arnaldo Guima. No ano de 2013 lançou o livro-CD "Águas do Brasil", no qual foi encartado um disco com 10 faixas sobre o tema "Água". No CD contou com a participação especial de Flávio Pereira (arranjos, podução, volão e baixo) e foram incluídas as faixas "Gotas de sereno", "Represado", "É de prata, é de ouro", "Correnteza", "Cidade do interior" e "Lendas da selva, lendas do rio", todas de sua autoria, além de "A chuva", em parceria com a poeta Verluci Almeida, assim como as "Feito um barco" e "Louco de pedra", ambas em parceria com o cartunista e letrista Bruno Liberati) e ainda a faixa-título "Águas do Brasil", também de sua autoria. O livro contou com textos de apresentação do jornalista Mário Adolfo e do poeta e pesquisador Euclides Amaral, do qual destacamos o trecho:   "Neste novo trabalho Rui de Carvalho volta ao tema, só que desta vez com o foco direcionado às águas, em um disco temático e para-didático, no qual fala com maestria das lendas, da fauna, da flora e dos rios, muito bem embasado, isto porque nasceu e foi criado naquela região, somente mais tarde foi para o Rio de Janeiro, onde se apropriou da cultura carioca a ponto de se misturar com facilidade, principalmente, no que tange ao samba, na manemolência do puladinho, na síncope especial do samba de gafieira, aquela a que se referia Mário de Andrade: 'síncopa... No primeiro tempo do dois por quatro... É a característica mais positiva da rítmica brasileira'".   O trabalho foi lançando em shows de temporada na casa Tempero da Praça, na Praça da Bandeira, no Rio de Janeiro, no qual recebeu diversos convidados especiais, acompanhados pelo grupo Eu Canto Samba, composto por André Penna-Firme (violão de sete cordas), Walter Jr. (percussão) e Alcir (percussão). Neste mesmo ano de 2013 lançou o livro-CD "Noel Rosa por Rui de Carvalho", com a direção musical, arranjos e violão de Flavio Pereira, no qual incluiu "Feitiço da Vila" (Noel e Vadico), "Não tem tradução" (Noel Rosa), "Gago apaixonado" (Noel Rosa), "Você vai se quiser" (Noel Rosa), "Palpite infeliz" (Noel Rosa), "Três apitos" (Noel Rosa), "Conversa de botequim" (Noel Rosa e Vadico) "Com que roupa" (Noel Rosa), "Feitio de oração" (Noel Rosa e Vadico) e "Fita amarela", também de Noel Rosa. O trabalho foi acompanhado de um livro com as letras e ainda com textos Luís Pimentel, do cartunista Nani e do músico Ubiratan Marques, do qual destacamos o seguinte trecho:   "A real interpretação do samba, principalmente em se tratando de Noel Rosa, deve ser feita com muito suingue e muita malemolência e também deve ser capaz de passar a impressão do bom malandro e boêmio, que na concepção carioca são sinônimos e Rui de Carvalho exibe com brilhantismo em um timbre de voz misto, entre João Nogueira e Agepê. É o que nos passa essa gostosa impressão, mesmo não sendo Rui um carioca de nascimento".   No ano de 2014 lançou o CD-livro "Lendas Amazônica", trabalho para-didático, no qual através de composições e narrações resgatou algumas lendas da região. No disco interpretou de sua autoria as faixas "Cobra Grande", "Vitória-Régia", "Mapinguari", "Sapu-Aru", "Cobra Norato", "Boto", "Rudá", "Curupira" e "Matinta Pereira", além de "Iara", composição em parceria com o maestro Perna Fróes, e ainda a composição "Sapo-Cururu", de autoria de seu irmão, o violonista e compositor Marciso Carvalho. O CD contou com a participação especial da atriz e contadora de história Silvia Ferraz, na narração das 10 lendas que integram o trabalho. Também participaram do disco, produzido pelo próprio Rui de Carvalho, o músico Flávio Pereira (direção musical, arranjos, violões, baixo e loops), Diana Ferraz (voz na faixa ‘Vitória-Régia), Sandra Serrado (voz na música ‘Iara’), Alceu Pery (flauta) e Zeppa Souza (guitarra).    Sobre o trabalho destacamos trechos do texto de apresentação do escritor e jornalista manauara Mário Adolfo:   "É isso que Rui de Carvalho - que já foi o guerreiro Pena Branca e hoje é um sábio pajé - anda fazendo pelo mundo: cantando, pintando e contando lendas, que são bem mais interessantes que esse mundo em que estamos vivendo: onde duas pessoas que saem juntas para almoçar enfiam a cara no aplicativo do celular e sequer olham, conversam ou sentem a presença do próximo que, também, está mergulhado no mundo virtual. Sentado na areia da praia da Ponta Negra, em 1983, vi o Rui de Carvalho - no retorno à Manaus, 15 anos depois - dedilhar o violão e cantar pela primeira vez "Rio Negro", uma de suas mais belas canções. Tinhas os olhos perdidos no espelho de águas escuras do nosso rio descobrindo que o seu negro "não é ausência de cor". Sua alma, naquele momento, com certeza estava se embrenhando na floresta que nos cercava, reencontrando o Curupira, Matinta Pereira, Juma, Boiuna, Iara, Boto e até o Uirapuru que lhe ensinou a tirar sons das árvores e dos ventos".   Neste mesmo ano de 2014 ambos os artistas - Rui de Carvalho e Silvia Ferraz - fizeram o lançamento do disco em várias unidades do circuito SESC Rio de Janeiro.

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