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sábado, 19 de julho de 2014

FIM DE FEIRA

Por Priscila Roque

Quando a feira termina, é hora da xepa. Qualquer trocado vale para acabar com as frutas, as verduras e os legumes. Porém, no nordeste, não é bem assim.

A banda Fim de Feira, natural de Pernambuco, adotou esse nome em homenagem a um poeta regional chamado Dedé Monteiro. Em um de seus textos, ele justifica que esse momento é também uma celebração cultural, não apenas comercial.

Reunindo elementos da cultura nordestina, como o forró pé de serra, a literatura de cordel e os cantadores de viola, unidos a bagagem que a banda colheu em 12 países por onde já passou, o Fim de Feira se tornou conhecido pela ousadia que mostra no palco e a poesia marcante do vocalista Bruno Lins.

Com 8 anos de estrada e dois discos lançados, o grupo cresceu na efervecente cena musical pernambucana e conseguiu espalhar sua música por diversos cantos do País. Um dos reflexos desse trabalho foi o Prêmio da Música Brasileira, em 2009, que a banda recebeu na categoria de Melhor Grupo Regional.


A banda pernambucana Fim de Feira é uma dos mais promissoras do cenário musical atual. Sua sonoridade regional, misturada a elementos contemporâneos, já levou o grupo a turnês pelo Brasil, Europa e Caribe. Em 2009, o primeiro disco autoral da banda, "A Revolução dos Pebas", foi eleito o melhor na categoria de grupo regional do Prêmio da Música Brasileira, do Minc (Ministério da Cultura).

"De Todo Jeito a Gente Apanha" foi lançado no ano passado e percorreu o país. "Tocamos em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, e inclusive em Campinas, com show na Casa São Jorge", conta Lins.

O músico destaca que a versão física do álbum contou com muita dedicação da banda, formada também por Milton Pereira (bandolim e guitarra), Jean Elton (baixo), Antônio Muniz (sanfona), Lucivan Max (percussão) e Márcio Albuquerque (bateria).

Lins discorda das pessoas que decretam a "morte" do CD.

"Sempre gostei muito de ter o disco físico e me preocupo para que as pessoas tenham em mãos algo da banda com um acabamento legal. Em contrapartida, sei que hoje em dia, para que esta música circule, é importante que ela seja disponibilizada gratuitamente. Assim, as pessoas de qualquer parte do mundo podem curtir. Neste álbum, nosso som tem aspectos da música popular brasileira, mas também da world music. Para mim não é uma questão de estratégia, e sim de realidade de mercado. As pessoas estão conectadas o tempo inteiro, e é importante para uma banda independente como a nossa, estar inserida nesta facilidade que a internet permite para divulgação", explica.

Início

O primeiro CD surgiu em 2008, quatro anos depois do início do grupo. "Desde então acumulamos diversas composições feitas neste período. Além disso, começamos a circular mais pelo Brasil e até para o exterior. O novo disco surgiu da necessidade de dar procedimento a este material acumulado", observa Lins.

Ele afirma que o disco atual apresenta sonoridade menos orgânica que o álbum debute.

"É um som mais moderno, com instrumentações não tão regionais quanto as que vínhamos trabalhando no primeiro CD. E para 'De Todo Jeito' optamos em trabalhar com o produtor Yuri Queiroga, que tinha feito um CD de Elba Ramalho, 'Qual Assunto Mais Lhe Interessa', com o qual ela ganhou um Grammy Latino. É um disco muito interessante porque traz o conceito da música regional em uma nova visão que dialoga com os movimentos contemporâneos. Acabamos escolhendo este caminho para a nossa banda".

Bruno fala sobre a participação de Elba Ramalho na faixa "Canário Miudinho". "Yuri já a conhecia e ela sempre foi uma grande referência, não para a banda, mas para a música nordestina, porque além de intérprete ela tem uma atitude diferenciada com a nossa música", elogia.

O músico conta que o grupo está preparando um DVD para gravação ainda este ano, em comemoração aos 10 anos de carreira, que serão celebrados em 2014.

"Entre outubro e novembro vamos produzir isto. Já fizemos a captação de verba por meio da Lei Rounet, e vamos fazer um show ao vivo com toda a trajetória da banda. Atrelado a isso, vamos gravar também um disco com 12 faixas, e cada uma será gravada com um artista que seja referência para nós, desde a nova geração até os mais antigos. Como nosso trabalho é autoral, queremos dar uma nova roupagem a estes trabalhos", observa.

Além disso, também no ano que vem, o grupo foi convidado para integrar a programação do "Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) For Fest", programação oficial da Copa do Mundo em Recife.


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