Consuelo de Paula é cantora,
compositora, poeta, diretora artística e produtora musical de seus próprios
trabalhos. Samba, Seresta e Baião (1998), lançado nos Teatros do SESC Pompéia e
Ipiranga (SP); Tambor e Flor (2002), lançado no Theatro Ateneo da Argentina e
no Teatro Paiol de Curitiba; Dança das Rosas (2004), lançado no Theatro
Municipal de São Paulo e no Teatro Gran Rex de Buenos Aires. Em junho de 2008
foi produzida no Japão a coletânea desses três álbuns, batizada de Patchworck,
resultado de sua obra ter obtido destaque na capa do Guia Japonês Brasilian
Music (Massato Asso), que selecionou os 500 melhores CDs da música brasileira
de todos os tempos. Em 2011 Consuelo lançou seu primeiro livro, A Poesia dos
Descuidos (Consuelo de Paula e Lúcia Arrais Morales), premiado pela Secretaria
de Cultura do Estado de SP, e também seu primeiro DVD Negra, gravado ao vivo no
Teatro Polytheama de Jundiaí. Negra revela novas nuances na trajetória musical
de Consuelo de Paula; expressa a pulsação, a alegria e a sensualidade sugeridas
pela cor vermelha. Através da voz, Consuelo cria um espetáculo que sugere uma
seqüência de quadros de um filme único e envolvente e o resultado é um trabalho
sensorial, caloroso, que guarda a delicadeza já presente nas obras anteriores.
Em outubro de 2012 a artista
lança o CD CASA acompanhada pela Orquestra À Base de Corda de Curitiba com
canções dela e de Rubens Nogueira; convidou arranjadores como Dante Ozzetti,
Chico Saraiva, Weber Lopes, Luiz Ribeiro e o próprio maestro da orquestra, João
Egashira. Casa é mais uma obra primorosa de Consuelo que assina a concepção, a
direção e a produção.
Seus três CDs, considerados
sucesso e referência pela crítica, estão articulados a partir de uma unidade
conceitual a nos revelar uma trilogia. Todos foram reeditados pela Tratore, com
distribuição para todo o Brasil e para o exterior. O DVD Negra, o Livro A
Poesia dos Descuidos e o CD CASA são distribuídos pela Tratore e também estão
disponíveis na loja virtual da própria artista.
Ao longo de sua trajetória
artística tem participado de diversos projetos culturais e de programas
conceituados como o Ensaio (direção Fernando Faro) na TV Cultura de São Paulo,
Talentos (Giovani Souza), na TV Câmara de Brasília; A Voz Popular (Luís Antônio
Giron) na Rádio Cultura de São Paulo, Letra e Música (Pascoale Cipro Neto);
Contacto Brasil, na Rádio Jazz, Venezuela, entre outros. Realiza shows em
espaços importantes como o Teatro Gran Rex de Buenos Aires (Noite Brasileira,
com Consuelo de Paula e Naná Vasconcelos); Theatro Municipal de São Paulo;
Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (Consuelo de Paula, Rolando Boldrin,
Chico Pinheiro e Heródoto Barbeiro); CCBB de Brasília (projeto Nossa Língua,
Nossa Música, ao lado de artistas da Ilha da Madeira e do Timor Leste, entre
outros); Teatro do Itaú Cultural, São Paulo; Teatro do Paiol, Curitiba (Projeto
Orquestra à Base de Cordas Convida); Clube do Banco do Nordeste, Fortaleza;
Centro Cultural Santander, Porto Alegre; Centro Cultural da Caixa Federal de
Curitiba (Projeto Solo Música); Teatro da FUNARTE, Rio de Janeiro; Teatro
Abílio Barreto, Belo Horizonte; principais teatros dos SESCs no Estado de São
Paulo. Percorreu diversas cidades em diferentes estados brasileiros através do
Projeto Pixinguinha da FUNARTE.
Consuelo de Paula é uma das
poucas artistas de sua geração que possui, de fato, uma obra auto-referente na
forma e no conteúdo. Possui forte presença de palco e carisma, revelando-se
primorosa intérprete de sua própria obra e de outros autores. Sua expressão artística
é marcada por profunda coerência, sensibilidade e dedicação aos elementos da
cultura musical brasileira, com tudo o que ela tem de particular e de
universal, de modo a sempre nos colocar diante de algo novo, inusitado e
surpreendente, sempre a nos mostrar onde mora o Brasil. Com uma trajetória
singular, Consuelo se apresenta como herdeira da arte musical brasileira e
mantém compromisso com a contemporaneidade, compromisso esse expresso na
maneira inovadora de compor, harmonizar e interpretar. Refinamento erudito,
elegância popular e boas idéias são elementos constantes em sua obra, o que lhe
tem assegurado profundo respeito, admiração e reconhecimento do público e da
crítica especializada.
Outros trabalhos registrados:
Consuelo foi convidada a participar
de outros importantes CDs: canta ao lado de Rolando Boldrin no CD Senhor
Brasil; abre o CD Prata da Casa, do SESC, com sua canção Dança para um poema;
interpreta a canção Lua Branca (de Chiquinha Gonzaga) em Divas do Brasil, disco
de prata em Portugal, que reúne as melhores cantoras brasileiras: Elis Regina,
Maria Bethânia, Céline Imbert, Bebel Gilberto, Astrud Gilberto e Zizi Possi,
entre outras; comparece em duas faixas na coletânea Cachaça Fina (Spirit of
Brazil), lançada no exterior: Samba, seresta e baião, de sua autoria, e Moro na
Roça, samba que já foi interpretado por Clementina de Jesus.
Assinou o roteiro do CD Velho
Chico, uma viagem musical, do cantor e compositor Elson Fernandes, no qual
interpreta a canção O Ciúme, de Caetano Veloso, considerada a gravação
definitiva pelo crítico Mauro Dias, no jornal O Estado de São Paulo.
Sua canção Sete Trovas foi
gravada por Maria Bethânia no premiado CD Encanteria e no DVD Amor, Festa e
Devoção.

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