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sábado, 11 de maio de 2013

MANEZINHO ARAÚJO

Cantor. Compositor. Jornalista. Pintor. Começou a interessar-se por música ainda menino. Na adolescência começou a freqüentar as rodas de boêmia no bairro de Casa Amarela, onde ficava o colégio em que estudava. Conheceu, nesse período, o artista Minona Carneiro, cantador de emboladas que lhe ensinou os segredos da arte de cantá-las. Em 1930, engajou-se como soldado na luta revolucionária que sacudia o país. Seu pelotão marchou até a Bahia, onde chegou com o conflito entre forças legalistas e revolucionárias já encerrado. Sua tropa recebeu como prêmio uma viajem até o Rio de Janeiro. Na então capital federal, apresentou um pouco de sua vocação de cantador de emboladas, apresentando-se em alguns cassinos. Pouco depois retornou para Pernambuco. 

De retorno a Pernambuco, saindo do Rio de Janeiro, viu embarcarem em seu navio na Bahia, os consagrados artistas Carmen Miranda e Almirante, além de Josué de Barros e seu filho Betinho. Conheceu o quarteto durante uma roda musical a bordo do navio. Recebeu o incentivo da cantora Carmen Miranda e a promessa do violonista Josué de Barros, de lançá-lo no Rádio. Em 1933, voltou para o Rio de Janeiro, sendo hospedado por Josué de Barros em sua casa, em Santa Teresa. Pouco depois começou a apresentar-se na Rádio Mairynk Veiga, onde recebeu de Ademar Casé, apresentador do famoso programa "Casé", o convite para assinar um contrato de exclusividade. Ainda em 1933, gravou seu primeiro disco, pela gravadora Odeon, interpretando as emboladas "A minha "prantaforma" e "Se eu fosse interventor", ambas de sua autoria. Em 1936, participou do filme "Maria Bonita", de Julien Mandel, onde interpretou as emboladas "De fazê admirá", de Benedito Lacerda e "Segura o gato", de sua autoria e José Carlos Burle. Atuou em diversos outros filmes, entre os quais, "Tudo azul" e "Laranja da China". Tomou parte ainda em cerca de 22 cinejornais da Atlântida, onde aparecia ao final dos noticiários, cantando um verso de embolada ou contando uma história. Em 1937 gravou a marcha "Um sonho que durou três dias", dos Irmãos Valença. Em 1939, gravou o samba "Dona Carola", de João da Baiana e Francisco Santos. Em 1941, gravou as marchas "Onde vai a corda" e "Pega-me no colo" em parceria com Felisberto Martins. No mesmo ano, gravou a embolada "Futebol na roça" e o samba "Generosa", ambas de sua autoria. Em 1942, gravou com o cantor e compositor mineiro De Morais a toada "Gavião do mar", parceria da dupla, e a valsa "Minas Gerais", que se tornaria o hino popular do estado de Minas Gerais. Em 1943, gravou o samba "Eu vi pau roncar", dele e João da Baiana. No mesmo ano, gravou a rancheira "Rancheira da roça", em parceria com João de Souza. Em 1944, gravou a embolada "Ai Maria", de Luperce Miranda e Minona Carneiro. Em 1945, gravou um de seus maiores sucessos, o samba "Dezessete e setecentos", de Luiz Gonzaga e Miguel Lima. Em 1951, Linda Batista gravou o coco "Bambu", de sua autoria e Fernando Lobo e o samba "Ó de penacho", de sua autoria e Armando Cavalcanti. Em 1952, teve a toada "Adeus Pernambuco", em parceria com Hervê Cordovil, gravada por Luiz Gonzaga. No mesmo ano, o samba "Salgueiro mandou me chamar", em parceria com Dozinho, foi gravado por "Os Cariocas". Em 1956, gravou outro de seus grandes sucessos, a embolada "Cuma é o nome dele", de sua autoria, que servia de prefixo para suas apresentações em shows por todo o país. Trabalhou em diversas rádios, entre elas, a Tupi, onde permaneceu por sete anos. Foi um dos pioneiros na gravação de jingles no Brasil, cantando em propagandas de produtos Lifeboy. Foi contratado para esse fim pela fábrica de óleos Peroba para cantar duas vezes por semana, uma na Rádio Nacional e outra na Rádio Mayrink Veiga, sendo pioneiro também nesse gênero de contratação. Apresentou diversos programas radiofônicos, entre os quais, "Pandemônio" na Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Atuou, ainda, como jornalista, escrevendo para a Revista do Rádio a coluna "Rua da Pimenta". Ao longo de sua carreira, gravou diversas emboladas, muitas das quais faziam uma espécie de crônica bem-humorada das situações sociais e políticas, como em "A minha "prantaforma", "Se eu fosse interventô" e "As metraia dos navá". Gravou também cocos, frevos e sambas. Apresentou-se pelo Brasil afora cantando em diversos cassinos. Em 1954, discordando de diversos aspectos ligados ao meio artístico, entre os quais a auto-promoção dos fãs-clubes, resolveu abandonar o rádio e a carreira artística de vinte anos. Realizou um grande show no Tijuca Tênis Clube, ao qual compareceram cerca de 15 mil pessoas, entre amigos, artistas e admiradores. Com o dinheiro arrecadado neste show, montou o restaurante "Cabeça Chata", no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, com atrações típicas do Nordeste, realizando também ali seus shows. Em princípio dos anos sessenta, começou a pintar. Em 1962, fechou seu restaurante no Rio, tranferindo-se para São Paulo, onde abriu outro restaurante com o mesmo nome na Rua Augusta. Também neste ano, entretando, encerrou o negócio para dedicar-se integralmente à pintura. No mesmo ano, Jackson do Pandeiro gravou com enorme sucesso o rojão "Como tem Zé na Paraíba", de sua parceria com Catulo de Paula. Foi aclamado como "O Rei da embolada", ao longo de quase toda sua longa carreira artística. Em 2002 foi homenageado , com todo um quadro, no espetáculo "Marleníssima", escrito e dirigido por R. C. Albin e encenado no Teatro Rival BR, em que a cantora Marlene lhe recordou suas principais composições por ela gravadas. Em 2007, teve a sua música "Cajueiro doce" (c/ Antônio Maria) gravada por Chico Salles, no CD "Tá no sangue e no suor".


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