Seja bem-vindo ao BRASIL DE DENTRO. Vamos tirar o Brasil da gaveta!

LEIA!

O BRASIL DE DENTRO é um blog que não visa lucro. Seu objetivo é apenas um: desvendar o Brasil para os brasileiros. Quer ajudar a concretização desse objetivo? Faça o seguinte: divulgue o BRASIL DE DENTRO entre seus amigos. Um grande abraço!

CAMPANHA "VAMOS TIRAR O COMPOSITOR DA GAVETA"

Ajude a preservar a memória do compositor brasileiro. Adote um álbum, e, se tiver acesso aos créditos das canções, informe, nos comentários, o título de cada canção na ordem em que aparece, seguido do nome dos compositores.

COMO BAIXAR OS ARQUIVOS DESEJADOS

Tenha certeza de que você está na página dedicada ao artista procurado, e não apenas vendo uma determinada postagem, como uma nota de atualização ou uma nota biográfica. Procure selecionar o artista clicando sobre seu nome na lista apresentada no final da página.

A página do artista apresenta a seguinte ordem: biografia, vídeos disponibilizados no Youtube e as capas dos álbuns com os respectivos links. Para baixar os álbuns, basta clicar na imagem do canário abaixo da frase "TIRE ESTE ÁLBUM DA GAVETA".

domingo, 10 de fevereiro de 2013

SIVUCA

Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca, (Itabaiana, 26 de maio de 1930 — João Pessoa, 14 de dezembro de 2006) foi um dos maiores artistas do Nordeste do Brasil do século XX, responsável por revelar a amplitude e a diversidade da sanfona nordestina no cenário mundial da música. Exímio executante da sanfona, multi-instrumentista, maestro, arranjador, compositor, orquestrador e cantor.

Biografia

Sivuca contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira, ao revelar a universalidade da música nordestina e a nordestinidade da música universal. É reconhecido mundialmente por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.

Ganhou a sanfona de presente do pai em 13 de junho de 1939, num dia de Santo Antônio, aos nove anos. A partir daí, a inseparável companheira o levaria para mundos desconhecidos. Aos quinze anos, ingressou na Rádio Clube de Pernambuco, no Recife. Em 1948, fez parte do cast da Rádio Jornal do Commercio.

Em 1951, gravou o primeiro disco em 78 rotações, pela Continental, com "Carioquinha do Flamengo" (Waldir Azevedo, Bonfiglio de Oliveira) e "Tico-Tico no Fubá" (Zequinha de Abreu). Nesse mesmo ano, lançou o primeiro sucesso nacional, em parceira com Humberto Teixeira, , "Adeus, Maria Fulô" (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60).

A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista de um grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris, a partir de 1959. Foi considerado o melhor instrumentista de 1962 pela imprensa parisiense. Gravou o disco "Samba Nouvelle Vague" (Barclay), com vários sucessos de bossa-nova.

Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde, entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) e Os Vagabundos Trapalhões (1982).

Um dos discos mais emblemáticos da carreira do artista é o "Sivuca Sinfônico" (Biscoito Fino, 2006), em que ele toca ao lado da Orquestra Sinfônica do Recife sete arranjos orquestrais de sua autoria, um registro inédito, único e completo de sua obra erudita. As composições sinfônicas de Sivuca são absolutamente singulares na música erudita brasileira, porque o artista inseriu a sanfona como o instrumento principal de sua obra.

Em 2006 o músico lançou o DVD “Sivuca – O Poeta do Som”, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Morte

Faleceu em 14 de dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. Sivuca deixa uma filha, Flávia, que atualmente está levantando o acervo do pai, e mais três netos, Lirah, Lívia e Pedro, e viúva, a cantora e compositora Glorinha Gadelha.

Discografia

Motivo para Dançar (Copacabana, 1956)
Motivo para Dançar Nº 2 - Sivuca e Seu Conjunto (Copacabana, 1957)
Rendez-vous a Rio (1965)
Golden Bossa Nova Guitar (1968)
Sivuca (1968)
Putte Wickman & Sivuca (1969)
Sivuca (1969)
Joy - Trilha Sonora do Musical - Oscar Brown Jr. / Jean Pace / Sivuca (RCA, 1970)
Sivuca (Vanguard/Copacabana, 1972)
Live at the Village Gate (Vanguard/Copacabana, 1973)
Sivuca e Rosinha de Valença Ao Vivo (RCA, 1977)
Sivuca (Copacabana, 1978)
Forró e Frevo (Copacabana, 1980)
Cabelo de Milho (Copacabana, 1980)
Forró e Frevo Vol. 2 (Copacabana, 1982)
Vou Vida Afora (Copacabana, 1982)
Onça Caetana (Copacabana, 1983)
Forró e Frevo Vol. 3 (Copacabana, 1983)
Forró e Frevo Vol. 4 (Copacabana, 1984)
Sivuca & Chiquinho Do Acordeon (Barclay, 1984)
Som Brasil (1985)
Chiko's Bar - Toots Thielemans & Sivuca (1986)
Rendez-Vous in Rio - Sivuca / Toots Thielemans / Silvia (1986)
Sanfona e Realejo (3M, 1987)
Let's Vamos - Sivuca & Guitars Unlimited (1987)
Um Pé No Asfalto, Um Pé Na Buraqueira (Copacabana/CBS, 1990)
Pau Doido (1993)
Enfim Solo (1997)
Cada um Belisca um Pouco - Sivuca / Dominguinhos / Oswaldinho (Biscoito Fino, 2004)
Sivuca Sinfônico - Sivuca / Orquestra Sinfônica do Recife (Biscoito Fino, 2006)
Sivuca e Quinteto Uirapuru - Sivuca / Quinteto Uirapuru (Kuarup, 2004)
Sivuca - O Poeta do Som (DVD Kuarup, 2006)
Terra Esperança (Kuarup, 2007)

Acervo musical

Muitas partituras de Sivuca foram doadas por sua viúva, Glória Gadelha ao acervo da Fundação Joaquim Nabuco, do Recife. A doação a uma instituição pernambucana deveu-se a uma dívida de gratidão que o próprio Sivuca dizia ter com o Recife em sua formação musical.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sivuca

Um comentário:

Topo da Página ↑