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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

CHICO CÉSAR

Nascido Francisco César Gonçalves em 26 de janeiro de 1964, no município de Catolé do Rocha, interior da Paraíba, aos dezesseis anos Chico César foi para a capital João Pessoa, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba, ao mesmo tempo em que participava do grupo Jaguaribe Carne, que fazia poesia de vanguarda.

Pouco depois, aos 21 anos, mudou-se para São Paulo. Trabalhando como jornalista e revisor de textos, aperfeiçoou-se em violão, multiplicou suas composições e começou a formar o seu público. Sua carreira artística tem repercussão internacional. A maioria de suas canções são poesias de alto poder de encanto lingüístico.

Em 1991, foi convidado para fazer uma turnê pela Alemanha, e o sucesso o animou a deixar o jornalismo para dedicar-se somente à música. Formou a banda Cuscuz Clã (que seria o nome de seu segundo álbum), e passou então a se apresentar na casa noturna paulistana Blen Blen Club.   

Em 1995 lançava o primeiro CD "Aos Vivos" (Velas), acústico e ao vivo, com participações de Lenine e o lendário Lany Gordin. Em 1996 veio o sucesso nacional e internacional através do segundo álbum, "Cuscuz Clã" (MZA/PolyGram), produzido por Marco Mazzola. No terceiro CD, "Beleza Mano", mergulhou na cultura negra com participações do zairense Lokua Kanza, coral negro da Família Alcântara, os rappers Thaíde e DJ Hum, Paulo Moura, entre outros. "Mama Mundi", de 2000, mostra sua qualidade de intérprete num trabalho repleto de canções e referências ao som que se faz, tanto no interior do Brasil como em diversas partes do mundo.

Em junho de 2002 seu quinto CD, o "Respeitem Meus Cabelos, Brancos" (isso mesmo, com vírgula!), que ele define como um trabalho nômade. Com produção assinada pelo inglês Will Mowat, o álbum começou a ser pré-produzido em Londres, onde registrou participações especialíssimas de Nina Miranda e Chris Franck, integrantes da banda Smoke City (hype na Europa que difunde por lá a New Bossa, versão mais moderna na velha e boa Bossa Nova). De lá, Chico e Mowatt foram a Recife registrar o suingue de Naná Vasconcelos. Foram a Salvador buscando a marcação de Carlinhos Brown. Em João Pessoa, eles registraram o som da Metalúrgica Filipéia e do Quinteto Brassil. Até que, finalmente chegaram a São Paulo, onde o CD foi inteiramente concluído.

Em novembro de 2005, o sexto CD de sua carreira, ”De uns tempos pra cá”, pela gravadora Biscoito Fino.Com 12 faixas, traz canções autorais compostas por Chico desde a década de 80, num formato camerístico com o Quinteto da Paraíba: dois violinos (Yerko Tabilo e Ronedilk Dantas), uma viola (Samuel Spinoza), um violoncelo (Raiff Dantas) e um baixo acústico (Xisto Medeiros). Um ano depois o DVD, Cantos e Encontros de uns tempos pra cá, gravado durante show no Auditório do Ibirapuera.

Em 2008 surge “Francisco Forró y Frevo”, um mergulho do artista no espírito das duas principais festas populares nordestinas (o Carnaval e os festejos juninos), para criar um disco alegre em que o foco se encontra na força dos ritmos que animam essas festas: o frevo e o forró. E ainda no diálogo que esses ritmos têm naturalmente com “beats” universais. Por exemplo: o xote com o reggae, o frevo e o arrasta-pé com o ska... No que se refere especificamente ao frevo, uma novidade: a junção da linguagem das orquestras de metais de Pernambuco com a guitarra baiana dos trios elétricos da Salvador dos anos 70, em que a folia estava sob o comando da clássica dupla Dodô e Osmar.

Neste ano de 2012 uma celebração: sai o dvd aos vivos agora. com ele uma nova versão do cd e também o vinil. É só aguardar.

LIVROS

Chico César lançou em 2005 o livro Cantáteis (Cantos Elegíacos de Amozade)  e em 2007 um  áudiolivro com o mesmo nome. No CD, o cantor declama os versos do livro em que situa, na forma de poesia, as tênues fronteiras entre os sentimentos de amor e amizade. O autor estruturou os versos com o rigor formal dos cordéis. Cantáteis reúne 141 estrofes com 11 versos de sete sílabas. Para pontuar a declamação, o compositor criou uma base eletrônica inspirada na mistura das sonoridades do berimbau e da rudimentar cítara nordestina.

Em 2012, um novo livro, "rio sou francisco" que Beatriz Bajo descreve assim:

Rio sou francisco foi o livro inspirador à criação da Rubra Cartoneira Editorial, que institui o fenômeno “cartoneirismo” no estado do Paraná. cartonerismo é um termo advindo da iniciativa de algumas editoras utilizarem papelão para a confecção das capas de livros, nascido em consequência da crise argentina de 2002, que culminou com a criação da Eloisa Cartonera e outras editoras, espalhando-se pela América Latina e atingindo alguns países da Europa, como Espanha e Alemanha. rio sou francisco, então, inaugura o selo com outros autores eleitos pelo amor.

Depois de ler Cantáteis: cantos elegíacos de amozade, fiquei assombrada com o talento poético de Chico César. seu primeiro livro merece ser lido e relido, haja vista que o poeta constrói uma rapsódia em cordel com versos enfeitiçados  e  desdobrados em belíssimas imagens.

Sete anos depois, seus poemas tornam-se cordas feitas com tendões inflamados pelo arco tensionado a cada flechacesa disparada nos olhos bem abertos do leitor. lira rica que compõe laços, enrosca-se em nós, acorda cidades e embala casas no colo silencioso de cada poema constelado no “céu de solua”.

Chico fabrica uma poesia atrevida, vigorosa, em que as palavras dançam no ritmo endiabrado de seu resfôlego...mas conhecem o momento de estancar e permanecem no seio encantado da cara literatura.
com a língua rara da poesia, o autor lambe versos que vão aguando os botões  floridos  das  palavras  aladas,  desabotoando escuridões...e, assim, bebemos a água doce do rio que é o Chico.

CARREIRA INTERNACIONAL

Chico César realizou, desde 1997, inúmeras turnês no mundo inteiro, apresentando-se em praticamente todos os países da Europa, Estados Unidos e Japão, além de lugares fora do circuito normal de shows como Cabo Verde, Finlândia e Turquia. Foi capa e matéria de diversas páginas de revistas internacionais como "Rhythm Magazine"(EUA) e "Jazzthetik"(Alemanha).

Como resultado destas viagens para fora do Brasil, surgiram parcerias e projetos especiais com artistas como os africanos Lokua Kanza e Ray Lema, o espanhol Pedro Guerra (com quem participou da gravação ao vivo de um DVD), e a portuguesa Né Ladeiras (que lançou em 2001 o CD "Minha Voz" com oito músicas do paraibano). Em 2003 foi lançado o CD "Drop the Debt", em prol do cancelamento da dívida externa dos países do terceiro mundo. Chico faz parte deste projeto e gravou a faixa "Devo não Nego". Suas músicas foram gravadas em vários idiomas e países. A canção "À Primeira Vista", recebeu versões em castelhano, italiano e japonês; "Clandestino" em grego e "Mama África" em espanhol.

PRÊMIOS

Chico César foi Revelação do Prêmio Sharp/1995, Melhor Compositor pela APCA/1996, Prêmio MTV Music Awards como Melhor VideoClip de MPB/1996, para "Mama África". "À Primeira Vista" ganhou prêmio de Melhor Música/1997 pelo Troféu Imprensa do SBT. A trilha que ele fez para o espetáculo infantil "Amídalas" recebeu o Prêmio Panamco (ex-Coca Cola) de Teatro Jovem, como melhor trilha/2000.

A música "Soberana Rosa" (em inglês "She Walks this Earth") que compôs juntamente com Ivan Lins e Victor Martins deu a Sting o Grammy 2001 de Melhor Performance Vocal Pop Masculina.  Neste ano de 2012 Chico está indicado ao Prêmio Femsa por melhor trilha sonora da peça "As Feiosas".

O GESTOR

Chico César foi convidado no início de 2011 pelo governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, para ser o primeiro secretário de cultura do estado. Seus desafios são estruturar a nova secretaria, criar uma política de cultura e incentivar a implementação do Sistema Nacional de Cultura.

O primeiro convite para ser gestor surgiu através do mesmo Ricardo Coutinho, na época prefeito de João Pessoa, em 11 de maio de 2009. Chico assumiu a presidência da Funjope, Fundação Cultural de João Pessoa, entidade de direito público subordinada à Secretaria de Educação e Cultura do Município. Neste novo desafio, Chico se propôs a cumprir os objetivos da entidade: promover, incentivar, difundir e valorizar a cultura e as artes na cidade de João Pessoa; ser uma instituição de referência na execução de políticas públicas e fomentar e democratizar a participação e o acesso à cultura na sua diversidade, propiciando a formação cidadã através da inclusão social e do desenvolvimento do potencial criativo.

Uma das ações mais importantes foi a realização da Conferencia Municipal de Cultura, no mês de outubro de 2009 com o tema "Cultura e Diversidade, cidadania e desenvolvimento", uma oportunidade da sociedade civil debater com o poder público políticas públicas, que devem formar um plano municipal de cultura para João Pessoa.

Chico César foi eleito delegado e participou da II Conferência Nacional de Cultura realizada em março deste ano em Brasília.


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