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sábado, 1 de setembro de 2012

MESTRE AMBRÓSIO


Recife - Outubro de 1992: Nascia em meio ao boom do Mangue Beat um grupo essencialmente ligado às raízes nordestinas, com fortes referências no cavalo marinho, maracatus, coco, cirandas, samba e forró, mas cujos integrantes possuíam influências diversas como rock, jazz, dança de rua, pop africano e até música árabe.

Sérgio Veloso (Siba), que estudava música na UFPE e que tocava com Eder (O Rocha), já tinha uma forte ligação com o Maracatu e o cavalo marinho. Siba também havia estudado com Helder Vasconcelos, que possuía um envolvimento informal com a arte e assim como ele tocava guitarra. Helder, a convite de Siba, conheceu o Cavalo Marinho e eles começaram a brincar Maracatu Rural no carnaval. Através do contato dos músicos com essas manifestações populares, a base do Mestre Ambrósio foi construída, cujo nome fazia referência ao Mestre de cerimônia do Cavalo Marinho.  Eder, que era baterista, encontrou-se com a percussão e com a zabumba do Maracatu e forró, e Helder encontrou-se com o Cavalo Marinho, que lhe deu possibilidade de relacionar e interligar arte, música e dança, o que enriqueceu seu envolvimento com a percussão, além do fole de oito baixos.

O grupo, já com Mazinho Lima (baixo e triângulo) e Maurício Alves (percussão) em sua formação, começou com seus bailes de forró e obtive um feedback positivo do público. De acordo com Helder Vasconcelos, no início houve certa confusão de como introduzir o forró no trabalho da banda, já que o envolvimento dos integrantes com a música tinha sido predominantemente marcado pelo rock. Segundo Helder, o grupo fez dois shows, um elétrico, para satisfação das necessidades musicais próprias, e um acústico, para entendimento do que o público queria.
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Grupo de pop-rock formado em 1992, na cidade de Recife, por Siba (Sérgio Veloso - voz, rabeca e guitarra), Éder Rocha dos Santos (bateria e zabumba), Hélder Vasconcelos (teclado e triângulo), Mazinho Lima (baixo e voz), Maurício Alves de Oliveira (percussão) e Sérgio Cassiano (voz e percussão). O nome do grupo é referência a um personagem (Mestre de cerimônia) do Cavalo Marinho, tradicional teatro de rua e da Zona da Mata de Pernambuco, variante do Bumba-meu-boi. Quando começou a se apresentar no primeiro semestre de 1993, seu repertório era formado apenas por músicas instrumentais. Logo após foram adicionados os vocais. A banda, assim como outras do cenário mangue beat (Nação Zumbi e Mundo Livre S/A), fixou base em São Paulo e dali partiu com sucesso para outras capitais do país. Em 1996 gravou "Mestre Ambrósio", CD lançado por selo independente que contou com a produção de Lenine, Marcos Suzano e Denílson. O disco vendeu cerca de 20 mil cópias, tendo como destaques as faixas "Pé de calçada" e "Se Zé Limeira sambasse maracatu", ambas de autoria de Siba e transformadas em clipes veiculados na MTV. No disco também foram incluídas as composições "Forró de primeira" (Heleno dos 8 baixos - Helder Vasconcelos), "Jatobá" (Siba), "Estrela amazona" (Cavalo marinho do mestre Batista - folclore), "Três vendas" (Siba), "O circo de Seu Bidu" (Siba), "Mensagem pra Zé Calixto" (Siba), "Usina - Tango no mango" (Siba, Paulírio e Chico Antônio), "Pipoca moderna" (Sebastião Biano e Caetano Veloso), "A roseira - onde a moça mijou" (Luiz Oliveira e Waldemar Oliveira), "Benjaab" (Siba e Lenine), "Matuto do salame" (Siba) e "A feira de Caruaru" (Onildo Almeida). O clipe "Se Zé Limeira Sambasse Maracatu" foi indicado para o festival "Video Music Brasil" (da MTV) na categoria "Banda-Artista-Revelação". Ainda do primeiro disco da banda se destacaria a música "José" (Siba), incluída na coletânea "Strictly Worldwide", do selo alemão Piranha Records, especializado em música étnica. Neste mesmo ano de 1996, a banda fez sua primeira turnê pelo exterior apresentando-se na Alemanha, Portugal, Espanha, Bélgica e Luxemburgo. No ano seguinte, em 1997, o grupo radicou-se na cidade de São Paulo. Neste mesmo ano a composição "Baile catingoso", de autoria de Siba (pertencente ao primeiro disco da banda), seria incluída na trilha sonora do filme "Baile perfumado", de Paulo Caldas e Lírio Ferreira. Em São Paulo surgiram convites para a banda fazer apresentações em Nova York, onde se apresentou no Summer Stage, no Central Park. Neste mesmo ano de 1997 a banda lançou, dessa vez pela Sony Music, o seu segundo CD, com produção do experiente iugoslavo Mitar Subotic, conecido como Suba. Com o título de "Fuá na casa de Cabral", o disco caracterizou-se pela mescla da tradicional música pernambucana com elementos pop. Foram incluídas as faixas "Trupé" (Miço, Mestre Biu, Alexandre, Borba, Manoel Roque, Manoel Deodato, Sidrak, Biu Roque e Luiz Paixão), "Os caboco" (Mazinho Lima e Sérgio Cassiano), "Fuá na casa de Cabral" (Siba e Hélder Vasconcelos), "Sêmen" (Siba, Bráulio Tavares e Mestre Ambrósio), "Vó cabocla" (Sérgio Cassiano), "Pareia" (Nilton Jr.), "Esperança" (Siba), "Pescador" (Sérgio Cassiano), "Chamá Maria" (Sérgio Cassiano), "Pé-de-calçada" (Siba), "Usina" (Siba, Mazinho Lima, Hélder Vasconcelos, Maurício Alves de Oliveira, Éder Rocha dos Santos e Sérgio Cassiano), "Se Zé Limeira sambasse maracatu" (Siba), "Pedra de fogo" (Siba, Hélder Vasconcelos e Sérgio Cassiano) e "Maria Clara" (Hélder Vasconcelos e Sérgio Cassiano). O lançamento do disco aconteceu no festival "Abril Pro Rock", em Recife, considerado um dos mais emblemáticos da cena mangue bit em Pernambuco e também um dos mais importantes do pop-rock nacional. O CD também foi bem aceito pela crítica no Estados Unidos, recebendo crítica favorável de Jon Pareles, do New York Times. No ano de 1999 o grupo participou da coletânea "Baião de viramundo", uma homenagem a Luiz Gonzaga, interpretando a faixa "Cambimba nova" (José Marcolino), coletânea da qual também participaram vários artistas como DJ Dolores, Comadre Fulorzinha, Grupo Eddie, entre outros. Ainda neste ano, gravou a faixa "Caçada", no "Songbook de Chico Buarque", lançado pela Lumiar Discos. No ano 2000 a banda fez turnê por várias cidades dos Estados Unidos. Em 2001, o grupo lançou, pelo Selo Chaos da gravadora Sony Music, o CD "Terceiro Samba", fazendo lançamento nas principais casas de show das principais capitais do país, entre elas, no Canecão, no Rio de Janeiro. No disco, com produção de Beto Villares, foram incluídos os sambas "Saudade" (Sérgio Cassiano) e "Lembrança de folha seca", de autoria de Siba. O nome do disco refere-se ao "terceiro" trabalho da banda e com relação ao "samba", Sérgio Cassiano explicou que no nordeste, a palavra "samba" serve também para "festa", daí o nome "terceiro samba" ou terceiro disco comemorado com festa". Esclareceu ainda, Sérgio Cassiano, que em alguns lugares do nordeste acontecem os improvisos de maracatu na Zona Rural, os quais são chamados de "samba" e a "Sambada" é uma noite de cavalo-marinho (variante de Bumba-meu-boi). Foram também incluídas no disco várias outras composições de integrantes da banda, entre as quais "Caninana" (Siba), "Povo" (Sérgio Cassiano), "Vida" (Sérgio Cassiano), "Gavião" (Siba), "Coqueiros" (Sérgio Cassiano), "Fera" (Siba), "Carneirinho" (Hélder Vasconcelos e Biu Roque), "Sóis" (Sérgio Cassiano), "No bojo da Macaíba" (Siba), "Espírito da mata" (Sérgio Cassiano), "Cabocla" (Vinheta), "Mestre guia" (Siba) e a "Sóis" (Marcha) (Sérgio Cassiano). Neste mesmo ano de 2001, alguns componentes do grupo participaram do disco "Sortimento", de Zélia Duncan. A partir do ano de 2002 o grupo continuou trabalhando seu terceiro disco em turnê pela França, Dinamarca, Inglaterra e Portugal, entre outros países da Europa.


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