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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

WALY SALOMÃO



Poeta. Letrista. Ensaísta. Diretor de produção e diretor artístico de discos. Diretor de shows musicais. Viveu sua infância em Jequié (BA), mudando-se, na adolescência, para Salvador (BA) para cursar o 2º grau. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia, embora nunca tenha exercido a profissão.

Na virada dos anos 1960/1970, viveu entre Rio de Janeiro e São Paulo. Na época, assinando Sailormoon, colaborou com diversas publicações culturais e com os principais jornais brasileiros.

Em 1972, estreou na literatura, publicando o livro “Me segura qu'eu vou dar um troço”. Ainda nesse ano, co-editou, com Torquato Neto, a revista “Navilouca”, marco do movimento editorial alternativo brasileiro.

No ano seguinte, dividiu, com Jards Macalé, a direção de produção do disco “Aprender a nadar”.

Dividiu, com Miguel Plopschi, a direção artística, e, com Miguel Plopschi e Gal Costa, a coordenação artística do disco “Bem-bom” (1985), de Gal Costa. Realizou a concepção de repertório do disco “Gal plural” (1989), de Gal Costa. Dividiu, com João Bosco e Antônio Cícero, a produção artística do disco “Zona de fronteira” (1991), de João Bosco. Assinou a direção de produção dos discos “Veneno antimonotonia” (1997) e “Veneno ao vivo”, ambos de Cássia Eller.

Atuou na direção-geral dos shows “Gal fatal” (Canecão/RJ, 1971), gravado ao vivo e lançado em disco, e “Índia” (1973), ambos com Gal Costa, “Mel” (Canecão/RJ, 1979), com Maria Bethânia, “Marina” (Teatro Ipanema/RJ, 1980), com Marina, “A Cor do Som” (1983), com o grupo A Cor do Som, “Samba-rock” (Praça da Apoteose/RJ, 1984), com vários intérpretes, “Festa do interior” (Maracanãzinho/RJ, 1985), com Gal Costa, “Gil, 20 anos-luz” (Ibirapuera/SP, 1986), com Gilberto Gil e outros artistas, “Gal plural” (Palace/SP, Canecão/RJ), com Gal Costa, “Comemoração dos 80 anos de Dorival Caymmi” (Pelourinho/BA, 1992), “Roberta Paixão Miranda, a rainha do rodeio” (1995), com Roberta Miranda, e “Veneno antimonotonia” (Canecão/RJ, 1997), com Cássia Eller, esse último contemplado com o Prêmio Sharp de melhor show do ano de 1997.

Participou, como compositor, da trilha sonora de diversos filmes. Em 1976, sua música “Revendo amigos” (c/ Jards Macalé) foi incluída na trilha sonora de “Amuleto de Ogum”, filme de Nélson Pereira dos Santos. Em 1984, escreveu, em parceria com Gilberto Gil, as músicas “Quilombo”, “Zumbi, a felicidade guerreira”, “Dandara, a flor do gravatá”, “Domingos Jorge Velho em Pernambuco”, “Ganga zumba, o poder da bugiganga” e “O cometa”, para a trilha sonora de “Quilombo”, filme de Cacá Diégues. Em 1995, sua canção “Vapor barato” (c/ Jards Macalé), na interpretação de Gal Costa, foi utilizada com destaque em “Terra estrangeira”, filme de Walter Salles Jr. No ano seguinte, sua música “Dona do castelo” (c/ Jards Macalé) foi canção tema de “Doces poderes”, filme de Lúcia Murat. Em 1998, a canção “Vapor barato” foi incluída na trilha sonora de “Iremos a Beirute”, filme de Marcus Moura.

Suas músicas foram gravadas por diversos artistas, como Gal Costa, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto, Zizi Possi, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paralamas do Sucesso, João Bosco, Willie Colon, Vânia Bastos, Itamar Assunção, Leila Pinheiro, Margareth Meneses, Moraes Moreira, Lulu Santos, Flora Purim, Grupo Rappa e Zeca Baleiro, entre outros. Algumas de suas canções deram nome a discos de Maria Bethânia e Adriana Calcanhoto.

Publicou os seguintes livros: “Me segura que vou dar um troço” (José Alvaro Editor/RJ, 1972), “Gigolô de bibelôs” (Editora Brasiliense/SP, 1983), “Armarinho de miudezas” (Fundação Casa de Jorge Amado/Salvador, 1993), “Algaravias: câmara de ecos” (Editora 34/RJ, 1996), contemplado com o Prêmio Alphonsus Guimaraens da Biblioteca Nacional e com o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, na VIII Bienal Internacional do Livro em 1997, “Qual é o parangolé: Hélio Oiticica” (Coleção Perfis do Rio, Editora Relume-Dumará/RJ, 1996), “Lábia” (Editora Rocco/RJ, 1998), indicado para o Prêmio Jabuti em 1999, e “Tarifa de embarque” (Editora Rocco/RJ, 2000). Atuou ainda como organizador dos seguintes livros: “Torquato Neto ou últimos dias de paupéria”, em parceria com Ana Maria Duarte, livro/disco (Editora Livraria Eldorado Tijuca Ltda./RJ, 1973), “Caetano Veloso, alegria alegria” (Pedra Q Ronca Edições e Produções Artísticas Ltda./RJ, 1997), “Torquato Neto ou últimos dias de paupéria”, em parceria com Ana Maria Duarte, edição revista e ampliada (Editora Max Limonad Ltda./SP, 1982), “Hélio Oiticica, aspiro ao grande labirinto”, em equipe com Lygia Pape e L. Figueiredo (Ed. Rocco/RJ, 1986), e “O relativismo enquanto visão do mundo”, em parceria com Antônio Cícero (Editora Francisco Alves/RJ), reunião de contribuições originais de autores como Richard Rorty, Ernest Guellner, Bento Prado Jr. e Peter Sloterdiijk. Autor freqüentemente convidado para eventos de poesia e palestras/debates no Brasil, participou, no exterior, do ciclo de palestras sobre a retrospectiva do artista plástico Hélio Oiticica. Apresentou performance poética no Digitale Dialekte 97 realizado em Colônia (Alemanha). Participou dos vídeos “Trovoada” (1997) e “Fronteira” (1988), de Carlos Nader, e dos filmes documentais “Candomblé”, de David Byrne (EUA, 1988), e “Mapas urbanos”, de Daniel Augusto (1988), entre vários outros. Teve poemas incluídos nas seguintes antologias: “Bahia invenção” (Fundação Cultural da Bahia/Salvador, 1974), “Caravanes: littératures à découvrir” (Éditions Phébus/Paris, 1997), “Folhetim, poemas traduzidos”, organizada por Nelson Ascher e Matinas Suzuki (Folha de S. Paulo/São Paulo, 1987), “Ler partituras” (CD-ROM lançada pelo Ministério da Cultura/Biblioteca Nacional/Divisão Nacional do Livro/Rio de Janeiro, 1997), “Nothing the sun could not explain: 20 contemporary brazilian poets”, organizada por Michael Palmer, Régis Bonvicino e Nelson Ascher (Sun and moon press/Los Angeles/EUA, 1997), “Poesia jovem anos 70” (Editora Abril S.A./São Paulo, 1983), “41 poetas do Rio”, organizada por Moacyr Félix (Funarte/Rio de Janeiro, 1998), “26 poetas hoje”, organizada por Heloísa Buarque de Hollanda (Editorial Labor do Brasil S. A./Rio de Janeiro, 1976, reeditada pela Editora Aeroplano/Rio de Janeiro, 1998) e “Yearbook” (Academy of Media Arts. Colônia/Alemanha, 1998).

Em janeiro de 2003, assumiu a Secretaria de Livros e Leitura, a convite do ministro da Cultura, Gilberto Gil, vindo a falecer no dia 5 de maio desse mesmo ano.

Em 2004, A Fundação Biblioteca Nacional e a editora Aeroplano relançaram o livro “Me segura que eu vou dar um troço”, uma reedição de luxo do original de 1972, contendo também um novo texto, “A medida do homem”, e manuscritos editados em 1975, além de uma introdução do letrista e filósofo Antônio Cícero, incluídos pelos responsáveis pela edição, Heloisa Buarque de Hollanda e Luciano Figueiredo. O evento de lançamento, realizado na Livraria Dantes (RJ), contou com a participação de vários artistas, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Macalé, Adriana Calcanhotto, o grupo O Rappa e o poeta Chacal, entre outros.

Em 2005, Jards Macalé lançou o CD “Real Grandeza” (Biscoito Fino), contendo exclusivamente canções da parceria de ambos: “Rua Real Grandeza”, “Senhor dos sábados”, “Anjo exterminado”, “Dona de castelo”, “Vapor barato”, “Mal secreto”, “Negra melodia”, “Revendo amigos”, “Pontos de luz”, “Berceuse crioulle” e “Olho de lince”, as duas últimas até então inéditas. O disco teve direção musical de Cristóvão Bastos e contou com a participação de Maria Bethânia, Adriana Calcanhotto e Luiz Melodia, entre outros artistas.


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