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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

RENATA ROSA


A cantora, rabequeira e compositora Renata Rosa há muitos anos vive mergulhada no contexto poético musical da Zona da Mata Norte Pernambucana e do Baixo São Francisco Alagoano entre os sinuosos cantos caboclos do catolicismo popular, do samba de coco, dos rojões de roça, das polifonias vocais indígenas e das brincadeiras de maracatu-rural e do cavalo-marinho. Desde 1998 vem desenvolvendo um trabalho com músicos do interior e da capital de Pernambuco que deu origem, em 2003, ao seu primeiro cd solo intitulado Zunido da Mata e ao show homônimo. Consagrada na Europa, Renata Rosa conquistou o prêmio CHOC De L’ANNÉE, de melhor disco do ano pelo Le Monde – de la musique (prêmio inédito na música brasileira). No ano de 2005 o show de Renata Rosa foi considerado um dos melhores da temporada européia, o que lhe valeu um especial de TV produzido pela BBC inglesa.

No âmbito nacional, Renata Rosa foi selecionada pelo programa Rumos Música do Instituto Itaú Cultural, atuou como a protagonista feminina da minissérie A Pedra do Reino, de Luiz Fernando Carvalho (TV Globo, 2007), na qual também compôs e dirigiu os coros.

Nascida no bairro do Braz, em São Paulo, em 1973, local de grande imigração nordestina, a cantora e compositora conta passagens importantes de sua carreira, inclusive o seu contato com o cancioneiro de caboclos, índios e rezadeiras do sertão:

“(...) Uma das primeiras influências para mim assim, foi a cantoria de viola, do repente. Mais ainda fascinante pela poesia improvisada do que pela música”.

Renata foi crescendo, estudando música e aí se questionava:

“(...) você está na Escola, cê tem o canto lírico, cê tem MPB, e cadê aquele canto maravilhoso que a gente vê na rua? (referência a suas viagens nas férias para o Rio São Francisco).

As viagens cada vez mais despertaram o seu gosto pelas brincadeiras populares. Foi freqüentando um Cavalo Marinho que aprendeu a tocar rabeca. Sobre o instrumento, seu mestre dizia: “Isso aqui não se ensina, isso aqui se aprende”.

Outra atividade de importante influência na construção de seu repertório próprio e a participação no Maracatu Rural do município de Aliança. “Pra eles o grande barato é que eu sou mulher, não existe mulher nesta tradição”, comenta a cantora. Na minha opinião, o pessoal do Maracatu não valoriza apenas o fato dela ser mulher, mas a sua beleza, o seu modo de vestir as cores que canta, o sotaque carregado de paixão pela simplicidade, pelo riso, pela brincadeira, pela música.

Por fim, Renata e seu grupo tomam a platéia e quem assiste, como eu, é tomado pela alma do folguedo presente em seu trabalho.

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