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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

THIAGO PETHIT


Tire seu sorriso do caminho que Thiago Pethit quer passar com a dor de seu segundo álbum, Estrela Decadente. "Deixe me só com minha dor", suplica num dos versos iniciais da faixa-título Estrela Decadente (Thiago Pethit), rock à moda dos anos 60. Ator que assumiu o papel de cantor a partir de 2008, ano em que lançou o EP Em Outro Lugar, o artista paulistano aguça a dor de seu cabaré indie, agora com tons roqueiros. Mas Pethit não está só com sua dor. Ao seu lado, figura o requisitado Kassin, piloto dessa nova viagem sonora.
Na escala anterior, Berlim, Texas (2010), a rota de Pethit era pontuada por fina melancolia destilada em mágoas afogadas em temas mais delicados. Estrela Decadente adiciona pontos mais escuros ao mapa-múndi existencial do dândi trovador. "O diabo sou eu", revela o forasteiro em nova parceria com Hélio Flanders, Devil In Me, faixa de crueza realçada pela guitarra de Pedro Penna, tão ensandecida quanto o viajante louco de paixão. Entre as sombras de suas nove faixas, Estrela Decadente ilumina a verve roqueira do cabaré indie de Pethit em temas como Moon (Thiago Pethit) e Dandy Darling (Thiago Pethit e Rafael Barion), faixas de versos bilíngues, cantados ora em inglês, ora em português. Convite inusitado à dança, Pas de Deux (Thiago Pethit) é charleston estilizado cuja levada passa a remeter brevemente, aos dois minutos e 20 segundos, à batida da era da disco music. Mero atalho da rota de álbum enraizado em sonoridades e (alguns) instrumentos ouvidos dos anos 30 aos 60. A delicadeza tristonha da viagem anterior de 2010 ecoa em Perto do Fim (Thiago Pethit) - bonita canção bilíngue de vocais divididos por Pethit com Mallu Magalhães - e na balada em inglês So Long, New Love (Thiago Pethit), única faixa já conhecida por ter sido veiculada em filme publicitário de 2011. O coro formado por Camila Lordy, Marcio Arantes, Pedro Penna e Vitor Patalano encorpa o tema. É o mesmo coro que retorna ainda mais imponente em Haunted Love (Thiago Pethit), outra balada cantada em inglês, esta evocando os vocais harmoniosos da era do doo wop. No todo, Estrela Decadente sinaliza a nítida ascensão de Pethit por conta do apuro de produção, arranjos, composições e canto. É disco envolto em universo particular que segue rota contrária aos caminhos fáceis propostos pelo mercado comum da música. Opção reforçada pela teatralizada versão em português de Surabaya Johnny (Bertolt Brecht e Kurt Weill), tema de peça cabaré (Happy End), lançado em 1929. No teatro da canção, Pethit faz entrar em cena Cida Moreira, intérprete identificada com o universo de Brecht (1898-1956). O duo transgressor rima amor com dor, mas sorriso despudorado é ouvido ao fim do caminho. Entre luz e sombras, Thiago Pethit passa triunfante com suas dores na prova do segundo disco.


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