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domingo, 18 de outubro de 2015

KATIA GUERREIRO

Nascida a 23 de Fevereiro de 1976, na África do Sul, Katia Guerreiro vai, ainda criança, para a ilha de S. Miguel, nos Açores. É com a idade de 15 anos, a tocar a “Viola da Terra” - um instrumento tradicional do Arquipélago – no Rancho Folclórico de Santa Cecília, que dá início ao seu percurso musical. Lisboa é o seu próximo destino, onde frequenta o curso de Medicina, que termina em 2000. Mas mantém sempre uma intensa ligação à música durante estes anos académicos, como vocalista de uma banda de rock dos anos 60.

A sua carreira como fadista tem início em 2000, com a sua presença no concerto de homenagem a Amália Rodrigues, no Coliseu de Lisboa. Público e crítica rendem-se à sua interpretação de Amor de Mel, Amor de Fel e de Barco Negro, considerando-a a melhor actuação da noite.

No ano seguinte (2001), edita FADO MAIOR, o seu primeiro CD, que chega a Disco de Prata, é nomeado para o Prémio José Afonso e pioneiro na Coreia do Sul, onde entra para o top de vendas.

NAS MÃOS DO FADO é o seu segundo CD, lançado no mercado em Dezembro de 2003. Katia selecciona para esta obra um repertório rico e cuidado, privilegiando a poesia dos maiores nomes da literatura portuguesa, entre os quais se destacam Luís de Camões, Florbela Espanca, Ary dos Santos e António Lobo Antunes. É novamente nomeada para o Prémio José Afonso.

Reconhecendo em Katia Guerreiro um valor incontornável da música portuguesa, a cadeia japonesa de televisão NHK faz deslocar a Portugal uma equipa de jornalistas, e produz um documentário de uma hora à sua vida e à sua carreira. Também o prestigiado canal cultural francês TV Mezzo produz, em 2004, um filme que lhe é inteiramente dedicado. Ainda em 2004, , Katia brinda a França e o Japão com dez actuações em cada um dos países.

Nas comemorações do 30º aniversário da Revolução de Abril, Katia Guerreiro é uma das 30 personalidades distinguidas entre as que se notabilizaram, nas mais diversas actividades, nestas primeiras décadas da democracia portuguesa.
Em Outubro do mesmo ano, Katia Guerreiro lança no mercado o seu terceiro CD TUDO OU NADA, com poemas de Vinicius de Moraes, Sophia de Mello Breyner e António Lobo Antunes, entre outros. Conta ainda com a presença do pianista Bernardo Sassetti, que a acompanha na faixa “Minha Senhora das Dores”.

Igualmente no decurso deste ano, Katia recebe um convite para inaugurar uma nova Sala de Concertos em Berna, na Suiça, e também para um espectáculo na Ópera de Lyon, em França.

Participa ainda, a convite do Ministro da Cultura e Comunicação de França, Mr. Donedieu de Vabres, nos RENCONTRES POUR L’EUROPE DE LA CULTURE, realizados na Comédie Française, em Paris, a par com grandes nomes da cultura europeia e mundial, tais como Tereza Berganza, Jeanne Moreau, Costa Gavras, Barbara Hendricks. Katia termina a sua intervenção – que inclui um discurso na sua própria língua – com um aplaudidíssimo fado cantado « a capella », como ilustração deste género musical. A sua eloquente defesa da identidade cultural de cada estado membro da União Europeia vale-lhe a nomeação, no ano seguinte, de Membro do Parlamento Europeu da Cultura.

A convite do Director do Centro Cultural Fundação Calouste Gulbenkian de Paris, Katia apresenta nesta instituição uma Conferência/Concerto denominada O FADO (o primeiro evento do género, para este tipo de música), com o musicólogo e Professor da Universidade de Évora, Ruy Vieira Nery.
Como corolário da excelência do seu trabalho recebeu, em Fevereiro de 2006, o prémio PERSONALIDADE FEMININA 2005, disputado pelos nomes mais importantes do panorama musical português, sendo considerada “uma das mais bonitas vozes da actualidade, aliada a uma invulgar capacidade vocal”.
Em Outubro 2008 é lançado um novo álbum de originais de nome FADO, com os seus músicos de sempre e o habitual rigor no critério de escolha das letras.

Em Dezembro de 2009 edita OS FADOS DO FADO, um álbum em que recria alguns dos mais célebres fados dos reportórios de Tony de Matos, Max, Tristão da Silva, Hermínia Silva, Teresa Silva Carvalho, João Ferreira-Rosa e, claro, Amália Rodrigues.

Desde 2005 tem colaborado com várioas orquestras sinfónicas e em 2010, faz uma digressão em 10 cidades francesas com L’Ensemble Basse-Normandie, que, não sendo indiferente ao seu talento e ao seu sucesso em França, a convida para um projecto em conjunto.

Em Maio de 2010 - ano em que celebra os seus dez anos de carreira artística - Katia recebe o prémio de "Melhor Intérprete" da Fundação Amália Rodrigues, que atribui anualmente os Prémios Amália. Após um ano intenso de concertos por todo o mundo, incluindo uma digressão em 10 cidades norueguesas, as comemorações do 10º aniversário de carreira culminam com dois espectáculos grandiosos: em Lisboa, no Coliseu dos Recreios, e em Paris, no Alhambra, e com a edição do álbum duplo, 10 ANOS- NAS ASAS DO FADO, onde reúne os melhores momentos da sua discografia e inclui duetos originais com vários artistas.

Nos anos seguintes, Katia Guerreiro continua a ver o seu talento reconhecido no estrangeiro, sendo convidada para representar Portugal em importantes festivais de música, como “Arts Alive”, na África do Sul, “Voix de Femmes”, em Marrocos, “Festival Internacional de Dança e Música de Banquecoque”, na Tailândia , entre outros.

Em Janeiro de 2012, pisa pela primeira vez o palco do mítico do Olympia em Paris, com sala esgotada. Um espectáculo que deu origem ao seu primeiro CD/DVD ao vivo "Katia Live at the Olympia", editado em 2013.

Em Dezembro de 2013, Katia Guerreiro é a artista portuguesa convidada para actuar no 50º Aniversário da Europa Nostra, no Palais-de-Beaux-Arts em Bruxelas, sendo aplaudida de pé pelo maestro Plácido Domingo.

Ainda nesse mês, é condecorada pelo Governo Francês, com a Ordem de Artes e Letras, no Grau Chevalier, que a reconheceu como uma das mais notáveis representantes da cultura portuguesa em todo o mundo e uma das mais brilhantes cantoras da sua geração.

Em 2014, no mês de Novembro, foi editado o seu novo álbum de originais, intitulado "Até ao Fim", que contou com a produção musical de Tiago Bettencourt.

Em Janeiro de 2015, foi condecorada pela Presidência da República Portuguesa, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, pelo seu contributo inestimável para a divulgação da cultura portuguesa e para a sua projeção de Portugal no mundo.

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