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sábado, 14 de fevereiro de 2015

FLÁVIA BITTENCOURT

Em 1980, eu nascia em são Luís do Maranhão, no dia 27 de agosto às 8:00h.

Em 1985, no natal, ganhava meu primeiro instrumento, um piano branco dos meus pais (José dos Reis Bittencourt Pinto e Conceição de Maria Fernandes da Silva Pinto), na época diziam ter sido um presente do Papai Noel. Através do “presente do papai Noel”, comecei a tirar melodias “de ouvido”, foi meu contato musical durante alguns anos.

Em 1986, lembro de uma vez na pré-escola em que eu participei de um calouro, na escola mesmo, e quando chegou minha vez, só lembrava do refrão, repeti várias vezes, e não tinha quem fizesse eu me lembrar, na verdade, não sei nem se existia realmente aquela música.

Em 1990, nos mudávamos para outro bairro em são Luís, eu continuava estudando no Colégio Marista, lembro de uma gincana onde alguém da equipe teria que cantar a música Louvação à São Luís (Bandeira Tribuzzi). Eu sabia a música inteira, então lá se foi a tímida Flávia representar sua equipe nesta prova. Dessa vez a música existia! Raimundo Luís , era professor de música no Marista (leciona até hoje), e também incentivador da minha carreira musical, através dele iniciei meus estudos na Escola de Música do Maranhão, onde ele também lecionava. Na Escola de Música, conheci professores como Simão Pedro (meu primeiro professor de canto), Pixixita que era um ótimo professor de teoria musical, estava sempre pesquisando métodos musicais (solfejo, harmonia...). Nos tornamos amigos, e eu, tinha aulas particulares com ele até nas férias, esse costume perdurou mesmo depois que mudei para São Paulo, até que um dia ele resolveu nos deixar saudades (2002).

Em 1996, compus minha primeira música (Maria, Marista), no Certame, uma espécie de gincana entre as séries. Cada série tinha que compor sua música. Todo ano, alguns meninos realizavam essa tarefa. Neste ano nenhum deles se propusera, não sei por quê. Então me dispus a fazer uma melodia, depois me passaram uma letra que claro, não cabia na melodia (para que duas pessoas façam letra e música separadas, sem que combinem nada, elas teriam que possuir algum tipo de telepatia, não era o caso)! Então fiz letra e música. Apresentei a música com uma banda formada pelos alunos, tinha até back vocal da Kallen Rosa, amiga de infância e que demos continuidade à amizade até a fase adulta (coisa rara), mas apesar de amar a vida, ela nos deixou em um acidente de carro na estrada São Luís-Barreirinhas. Mas voltando à música, no final, a minha primeira composição obteve o maior número de pontos pelos jurados, fato que contribuiu para que conquistássemos o primeiro lugar.

Em 1998, iniciei a Faculdade de Farmácia. Neste mesmo ano um amigo, Luís Alfredo, me convidou junto com uma outra amiga, Laura lobato, para darmos uma canja no Zanzibar. Numa dessas canjas no Zanzibar, Wilson Zara, produtor musical da casa, perguntou se gostaríamos de nos apresentar num dia fixo. A partir daí eu e a Laura começamos a tocar juntas profissionalmente. Depois de um tempo, cada uma deu início a seu trabalho solo. Luís Alfredo optou pelo caminho da Medicina. Paralelamente, eu cantava numa banda de amigos do meu pai chamada Eroritmia que era mais uma brincadeira por que a gente só ensaiava, nunca se apresentava. Neste ano, iniciei minhas aulas de canto lírico com o professor Bruno Monti. Comecei a me interessar mais profundamente pelos ritmos do Maranhão e, através de Rosa, uma senhora que trabalhava lá em casa há anos e também dançadeira de Tambor de Crioula e bumba-meu-boi, me “tacava” lá pro bairro da Liberdade e inicio meus contatos com os tocadores do Mestre Leonardo que me ensinaram toques de Caixa do Divino Espírito Santo e Tambor de Crioula.

Em 1999, sou convidada por Chico Viola e Paulinho Oliveira (violonista e parceiro musical que me acompanhou no início da minha carreira) a fazer um show junto com Geraldo Azevedo em Pedreiras – MA (terra de João do Vale). Recebi pela Rádio Universidade FM de São Luís, prêmio de talento da noite.
Em janeiro de 2000, o produtor Guilherme Frota, (que mais tarde também me convidará para participar de shows de Alcione e Zeca Baleiro), me convida para fazer abertura do show de Adriana Calcanhoto. Em julho de 2000, realizo meu primeiro show “Voz e Ritmos” no Teatro Alcione Nazaré. No repertório havia grandes pérolas de compositores maranhenses que serviram como base do repertório atual. O show foi dirigido pelo percussionista Luiz Cláudio, violão e arranjos de cordas por Jair Torres. Em seguida, tranquei a Faculdade de Farmácia e em agosto, fui pra São Paulo com o intuito de continuar minha carreira musical.
Em 2001, retorno à São Luís em janeiro e realizo novamente o show “Voz e Ritmos”. Em março, de volta à São Paulo, inicio a faculdade de música na FPA. Começo a tocar na Vila Madalena, ano em que conheço os músicos que farão parte da banda.

Em 2002, inicio a ULM Tom Jobim. Em março, realizo show na choperia do Sesc Pompéia o que resultou em mais dois shows, lá também. Sendo que um deles foi a “5 Mostra Prata da Casa”, a crítica e público paulista escolheram oito shows de maior destaque. Inicio a gravação do primeiro disco “Sentido”. Volto à São Luís e faço show de abertura do CD Líricas de Zeca Baleiro.

Em 2003, pela Rádio Universidade FM de São Luís recebo os prêmios de melhor letra, melhor música, melhor arranjo e revelação de uma faixa do disco “Sentido” que ainda seria lançado no ano de 2005. Ganhei um Festival realizado pelo CCBB itinerantes em São Luís.

Em 2005, sai o disco “Sentido” de forma independente, distribuído pela Tratore. Ainda independente o álbum recebe indicação e é pré-selecionado para o Grammy latino e para o prêmio TIM de música. Em seguida, a faixa “Terra de Noel” entra na trilha sonora da novela “América” e o álbum acaba sendo distribuído pela Som Livre. Ainda este ano faço divulgações deste trabalho em FNAC’s de São Paulo e Rio de Janeiro e shows em cidades como Campinas e Brasília. E pela Rádio Universidade FM de São Luís recebo prêmios de melhor cantora, melhor interpretação e melhor disco. Dividi palco com Dominguinhos em um show em São Paulo. Recebi o VI Prêmio Sarau do Charles-SP na categoria voz de ouro.

Em 2006, lanço meu primeiro trabalho, “Sentido” no Teatro Sesc Pompéia, no Sesc Vila Mariana, no Sesc Consolação, na Fiesp-SP, em Araraquara, em Fortaleza (CCBNB), Recife (Cuba do Capibaribe). Participa do programa apresentado pelo lendário Grupo Época de Ouro na Rádio Nacional. No Rio de Janeiro, recebe Troféu Vinícius-RJ e recebe da Rádio Universidade o prêmio de melhor intérprete pela música Mar de Rosas.

Em 2007, faço meu primeiro show no Teatro Rival no Rio de Janeiro, me apresento no Teatro Rival com participação de nada mais, nada menos que Luiz Melodia. Me apresento também em casas da Lapa ao lado de Zé da Velha e Silvério Pontes como Rio Scenarium, Democráticos. Ainda em setembro de 2007, faço turnê pela França nas cidades de Marseille (dias 22 e 24 Teatro Julian e Paradox,), Toulon (dia 25 no Teatro La Vallete) e Paris (dia 29 no New Morning). Participo do Projeto “Samba Novo” lançado pela “Som Livre” com direção musical de Rodrigo Maranhão, que contou com a participação de novos nomes da música popular brasileira.

Em 2008, me apresentei em São Paulo ao lado de Luiz Melodia. Faço shows também em várias casas do Rio de Janeiro como Casas Casadas, Cinemateque e no Teatro Municipal de Niterói. Inicio a gravação do próximo álbum intitulado “Todo Domingos".

Em 2009, dia 9 de julho, lanço o disco “Todo Domingos” no Teatro Rival. A repercussão foi maravilhosa, várias matérias positivas dos maiores jornais e melhores críticos do Brasil. Este disco me rendeu muita coisa boa, fizemos shows em várias cidades do país. Recebo pela Radio Universidade o prêmio de Melhor Show e o prêmio de Melhor CD: Todo Domingos.

Em 2010, fazemos a turnê brasileira por várias cidades brasileiras (um deles, com o próprio Dominguinhos no Teatro Carlo Gomes-RJ), e a turnê europeia do CD todo Domingos, nas cidades de Barcelona, Madri – Espanha, Varsóvia - Polônia e Birmingham - Inglaterra.

Em 2011, participo do Prêmio da Música em São Luís, no show em homenagem a Noel Rosa, ao lado dos cantores: Zélia Duncan, Lenine, Arlindo Cruz, Nosly e Sandra de Sá. Viajo para Luanda, Angola, ao lado da Orquestra do Rio de Janeiro, foi lindo. Inicio as gravações do CD “No Movimento”.

Em janeiro de 2012 em São Luís-MA, e em maio de 2012, em Itabira-MG, faço prévias do CD “No Movimento”, está muito massa este trabalho, tô amando. Em junho de 2012, fiz também o show Elis 77 na Virada Cultura em São Paulo. O CD tá chegando!!!! Vem novidades por aí ainda este ano...

Agora em maio de 2013, iniciaremos a turnê para trabalhar este disco que tem participações de Zeca Baleiro e música de Luiz Melodia e Carlos Pial feita especialmente pra mim. Ainda este ano, será estreado um espetáculo com a bailarina Ana Botafogo chamado “Na Ponta dos Versos”. Nós nos conhecemos em um evento que eu participei em homenagem aos 80 anos de Ferreira Gullar por intermédio do curador Carlos Dimuroro. Então, ela me convidou pra fazermos nós duas juntas este espetáculo que é dirigido por seu coreógrafo Eric Frederic.


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