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Playlist - Caetano, Gil, Gal, Bethânia, Chico e Milton

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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VINIL, CD E MP3: VIDA E MORTE (João*)

Creio que o CD ainda tem uma longa vida. Já previram sua morte várias vezes, mas ele continua firme, ainda é uma mídia necessária, até para armazenar dados, fazer backup, etc. Não há como descartá-lo ainda.

Também já decretaram a morte do vinil lá no início da década de 80, mas ele ressurgiu e continua existindo, embora seja um luxo para poucos hoje em dia.

Eu esperei ansiosamente o lançamento do CD e nem acreditei quando ouvi pela primeira vez uma música clássica, com aqueles longos silêncios e nenhum, absolutamente nenhum ruído, chiado, nada. Só o silêncio, sem aqueles barulhos tão característicos do vinil ou da fita cassete (esse chiado da fita era insuportável). As novas gerações, que só conheceram a música digital, não sabem o que era ouvir música analógica, com disco empenado, fita que arrebentava, agulha estragada, rotação desregulada, enfim, era um sofrimento. O CD foi uma bênção para quem gostava de música, foi a redenção para quem queria ouvir só a música em estado puro. Parece tão pouco, mas na época era uma coisa incrível. Todas as mídias existentes até então tinham muito ruído. E os discos 78 rpm então? Você, que me lê agora, já chegou a ouvir um? Apenas duas músicas em cada disco, com mais barulho do que música.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A ÚLTIMA NAU: A POESIA MESSIÂNICA E A MÚSICA APOCALÍPTICA*



Uma dessas curiosidades ditas dos poetas é que João Cabral de Melo Neto não gostava de música. Nada mais estranho para quem conhece as composições de Chico Buarque de Holanda sobre seus poemas. Caetano, numa de suas canções, diz gostar da “música da poesia de um certo João que não gostava de música”. Destarte, Chico e Caetano (sempre eles!) revelam o quanto musical é o texto poético cabralino, a despeito de poder o artista, conscientemente, não se dá conta disso. Semelhante resultado conseguiu o cineasta baiano André Luiz de Oliveira, numa de suas investidas como compositor de música popular, com a poesia de Fernando Pessoa, embora provavelmente ninguém duvidasse da musicalidade intrínseca ao texto pessoano, principalmente seu autor. Entre as composições de André, destaca-se a música feita para o poema épico A Última Nau, peça do singular livro Mensagem, a qual consegue captar o “clima” do texto.

sábado, 1 de dezembro de 2012

POR QUE NOSSAS RÁDIOS NÃO MAIS TOCAM BOA MÚSICA? (Webston Moura*)



É certo que a internet tem grande força na divulgação e democratização de músicas no mundo inteiro, o que é muito louvável. Hoje, músicos e bandas os mais diversos, e que antes não teriam como divulgar um trabalho mais facilmente, criam sites, disponibilizam perfis, playlists, vídeos, estabelecem fóruns com amigos e empreendedores, movimentam idéias e ações. E tudo isso é bom, inegavelmente, inclusive para os que apenas apreciam ouvir música, como eu. Assim a internet representa uma possibilidade de busca e de troca sem precedentes. Mas aí perguntamos: e aquela outra mídia, o rádio?

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