Creio que o CD ainda tem
uma longa vida. Já previram sua morte várias vezes, mas ele continua firme,
ainda é uma mídia necessária, até para armazenar dados, fazer backup, etc. Não
há como descartá-lo ainda.
Também já decretaram a
morte do vinil lá no início da década de 80, mas ele ressurgiu e continua
existindo, embora seja um luxo para poucos hoje em dia.
Eu esperei ansiosamente o
lançamento do CD e nem acreditei quando ouvi pela primeira vez uma música
clássica, com aqueles longos silêncios e nenhum, absolutamente nenhum ruído,
chiado, nada. Só o silêncio, sem aqueles barulhos tão característicos do vinil
ou da fita cassete (esse chiado da fita era insuportável). As novas gerações,
que só conheceram a música digital, não sabem o que era ouvir música analógica,
com disco empenado, fita que arrebentava, agulha estragada, rotação
desregulada, enfim, era um sofrimento. O CD foi uma bênção para quem gostava de
música, foi a redenção para quem queria ouvir só a música em estado puro.
Parece tão pouco, mas na época era uma coisa incrível. Todas as mídias
existentes até então tinham muito ruído. E os discos 78 rpm então? Você, que me
lê agora, já chegou a ouvir um? Apenas duas músicas em cada disco, com mais
barulho do que música.

