A vocação para o canto ocorre
no início da vida de Ligia Maria Cavalcanti de França. Ela cresce na cidade de
Natal, no Rio Grande do Norte, no Nordeste do Brasil, com influências musicais ricas
variadas. Ela ouvia forró, xaxado, baião, maracatu, xote, entre outros. A jovem
Ligia ouvia com admiração Elis Regina, uma grande intérprete da música
brasileira e da bossa nova, em particular. Mas também grandes vozes femininas
do jazz como Billie Holiday, Sarah Voughan, Ella Fitzgerald, Dinah Washington.
Com apenas 12 anos, ela
entrou para o grupo “Pó da Terra”, interpretando textos escritos para dar
esperança na mudança, nos anos da ditadura. Cantou em quiosques na praia em
Natal, onde, em 1994, um empresário a descobre e chama-a para a Itália por
alguns meses para executar em um clube brasileiro no Milan. A experiência
decepciona, porque o público exige das peças mais famosas e comerciais da
música brasileira (Garota de Ipanema,
com respeito pelo grande Jobim), sem apreciar os outros autores de qualidade
como Djavan, Edu Lobo ou autores históricos como Pixinguinha, Noel Rosa,
Cartola.



