A
relação de Adiel Luna com a música vem de berço. Sua bisavó era cantadeira de
casa de farinha e conheceu seu bisavô animando uma farinhada. Seu avô era um
entusiasta da cantoria de viola e seu pai – assim como alguns tios e primos – é
poeta e repentista. Cresceu assistindo as madrugadas de cantoria no sítio da
família e desfrutou deslumbrado desse ambiente onde a brincadeira, a festa,
acontece de forma genuína.
À
medida que foi se apaixonando pela poesia tradicional e se debruçando sobre
ela, foi descobrindo outros tipos de manifestações que não faziam parte do
terraço de casa, mas que acabaram sendo levadas por cantadores com quem
esbarrou por ali. É assim: tem cantador que é também maracatuzeiro. Tem
cantador que é também coquista. Outro que mexe com as toadas de gado. E assim
foi se ampliando o universo.



